"o meu sentimentalismo é tão grande que chega a ser ridículo"
milton nascimento e márcio borges
a sede do peixe (para o que não tem solução)
"para o que o suor não me deu
o fogo do amor ensinou
ser o barro embaixo do sol
ser chuva lavrando o sertão
qual aleijadinho de sabará
e a semente das bananas
para o que não tem solução
a sede do peixe ensinou
não me vale a água do mar
nem vinho, nem glória, navio
nem o sal da língua que beija o frio
nem ao menos toda a raiva
para o que não tem mais razão
a calma do louco ensinou
a dizer nada
para o que não tem mais nada
a calma do louco ensinou
a dizer razão"
"para o que o suor não me deu
o fogo do amor ensinou
ser o barro embaixo do sol
ser chuva lavrando o sertão
qual aleijadinho de sabará
e a semente das bananas
para o que não tem solução
a sede do peixe ensinou
não me vale a água do mar
nem vinho, nem glória, navio
nem o sal da língua que beija o frio
nem ao menos toda a raiva
para o que não tem mais razão
a calma do louco ensinou
a dizer nada
para o que não tem mais nada
a calma do louco ensinou
a dizer razão"
um cano fumegante
não forje
o tiro é certo
e é no pescoço.
eu me canso
quando danço
e isso é muito sério.
reclamações fora de hora
servem pra testar
o paladar.
quando a conta chega
e é cara
tudo em seu lugar.
depois de ter vivido o óbvio
eu vou sem me preocupar
a mediocridade não cabe mais.
nos encontros desajeitados
eu vejo atos grandiosos
e provas de amor.
o tiro é certo
e é no pescoço.
eu me canso
quando danço
e isso é muito sério.
reclamações fora de hora
servem pra testar
o paladar.
quando a conta chega
e é cara
tudo em seu lugar.
depois de ter vivido o óbvio
eu vou sem me preocupar
a mediocridade não cabe mais.
nos encontros desajeitados
eu vejo atos grandiosos
e provas de amor.
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