A poesia me levou pras praças
E balançou meus cabelos
Meias voltas eternas
Eu me pergunto
e não consigo responder
o por que de tanta cerimônia
quando o pisar em ovos não faz sentido
Deixo um amigo na esquina
pego carona com a amiga amante
e regresso a minha casa
sozinha ao encontro de um simples miado
Meias voltas eternas
num caminho percurso
calculado e comprovado
tendo sempre um banco ao lado vago
e o sorriso amarelo
de um trabalho seguinte
corrente pesada
de quem não se atrapalha
mas faz suspirar
um horizonte
aguerrido
Vivo em trilhos
movidos a fumaça
dissipada em dias nublados
Frios martirios
da consciência
sincera em percurso
solidão da mulher que ousa
ser filha solta
das mãos que amedrontam
Tropeço
carrego caixões
espero sem esperança
a alvorada de um novo dia
minhalma cedente de sentir
arrepios
perdidos por ai
Ao ver ausência de impulso
me pergunto onde é que está
aquele rompante
roubado entre tantos por vir
Há muito tempo
sobram ventos
incontroláveis de senso
e não consigo responder
o por que de tanta cerimônia
quando o pisar em ovos não faz sentido
Deixo um amigo na esquina
pego carona com a amiga amante
e regresso a minha casa
sozinha ao encontro de um simples miado
Meias voltas eternas
num caminho percurso
calculado e comprovado
tendo sempre um banco ao lado vago
e o sorriso amarelo
de um trabalho seguinte
corrente pesada
de quem não se atrapalha
mas faz suspirar
um horizonte
aguerrido
Vivo em trilhos
movidos a fumaça
dissipada em dias nublados
Frios martirios
da consciência
sincera em percurso
solidão da mulher que ousa
ser filha solta
das mãos que amedrontam
Tropeço
carrego caixões
espero sem esperança
a alvorada de um novo dia
minhalma cedente de sentir
arrepios
perdidos por ai
Ao ver ausência de impulso
me pergunto onde é que está
aquele rompante
roubado entre tantos por vir
Há muito tempo
sobram ventos
incontroláveis de senso
(r)emoções
Pingos de chuva lavam
minhas janelas abertas,
molham o sofá e a cama,
amansam poeiras no chão,
embalam meus mergulhos
cinestésicos e afogam
remotas lembranças.
minhas janelas abertas,
molham o sofá e a cama,
amansam poeiras no chão,
embalam meus mergulhos
cinestésicos e afogam
remotas lembranças.
(Sequências repetidas em
inconscientes associações
inconsequentes)
inconscientes associações
inconsequentes)
Sei pra onde não quero ir,
mais uma vez.
E tenho pistas do tamanho
de minhalma a explodir,
dentro do que construí
até aqui.
mais uma vez.
E tenho pistas do tamanho
de minhalma a explodir,
dentro do que construí
até aqui.
Minha porta está aberta
pra sinceros impulsos de amor,
mas tratores não são bem vindos.
pra sinceros impulsos de amor,
mas tratores não são bem vindos.
Entrelinhas
Primeira vez que fui ouvida
Aprendeu a mentir?
Tremi feito bambu verde
Aprendeu a morrer?
Joguei o coringa fora
Aprendeu a duvidar?
Escolhi o mais chato
Aprendeu a amar?
Tropecei no romantismo
Aprendeu a olhar?
Escolhi não julgar
Aprendeu a aceitar?
Dancei com o desconhecido
Aprendeu a sorrir?
Toquei na ferida
Aprendeu a curar?
Indaguei a verdade
Aprendeu a sonhar?
Audições
Por vezes pergunto se escutas
o que falo quando não calo
e pela voz, gestos e olhares
emito a mensagem uterina
contornando as fumaças
que oprimem minhas intenções
Tu representas o falo sinuoso
que insiste em sobreviver
explorando a ausência da escuta
que despretensiosamente tapa
e deixa assim sem reconhecimento
o que poderia ser sublimação.
o que falo quando não calo
e pela voz, gestos e olhares
emito a mensagem uterina
contornando as fumaças
que oprimem minhas intenções
Tu representas o falo sinuoso
que insiste em sobreviver
explorando a ausência da escuta
que despretensiosamente tapa
e deixa assim sem reconhecimento
o que poderia ser sublimação.
Assinar:
Postagens (Atom)