E agora?

Com o passar do tempo
Me tornei distante
- De tudo e todos
E já não sei me confundir

teia

encontra-se dentro do profundo e profano sentimento que escorre pelos dedos, na palma das mãos, na língua, toda a pele-canção. rola pelo chão, joga-se ao céu - encosta na lua, sola, queima ao sol -, e volta, segredo emoção quase explosão. no chão de uma emoção até a superfície da razão ão ão ão ão ão ão ão...

Feche os olhos, Maria

Maria sabe
Sábia que é
Não entra pelos olhos
O que realmente vemos

Conta nos dedos
Anedotas confundidas
Paradoxos da cegueira
Ora mente, ora emocao

Nos caminhos da vida
Embriagada de imagens
Supérfulos indigestos
Descontentes em si

É primitivo
Terceiro olho
Escuta-se pela nuca
Ossos canção

Quando assim uma primeira vez

É muito difícil alcançar o nível do sono quando se está junto. O calor da cama, as imagens ainda movimentadas apesar da estática paisagem, as sensações ainda excitadas, o ar impreguinado e o desejo saciado, que só adormece quando deixado de lado.