E a questão agora é encarar-se como o seu sonho realizando-se em si mesma.
Bom dia!
Com os peitos na mesa
encarei aquele homem
escondido na altivez velhaca
que carregam os conformados.
Indaguei com ousadia
sua postura endurecida
parecida a troféus inúteis
exibidos em prateleiras.
Confrontei seus versos sacis
com a paranóia criada
a partir de homônimos
correndo de dentro de mim.
Busquei em seus bolsos
alguma poeira levantada
que me fizesse acreditar
que ele tinha tentado sair dalí.
Estendi minha mão esquerda
estiquei a manga lateral direita
e propuz uma trégua vermelha
pra que brotasse a flor.
Já que o tempo passa...
encarei aquele homem
escondido na altivez velhaca
que carregam os conformados.
Indaguei com ousadia
sua postura endurecida
parecida a troféus inúteis
exibidos em prateleiras.
Confrontei seus versos sacis
com a paranóia criada
a partir de homônimos
correndo de dentro de mim.
Busquei em seus bolsos
alguma poeira levantada
que me fizesse acreditar
que ele tinha tentado sair dalí.
Estendi minha mão esquerda
estiquei a manga lateral direita
e propuz uma trégua vermelha
pra que brotasse a flor.
Já que o tempo passa...
E a mão esticada dói...
Decidi me levantar
e apliquei a última cartada
sem seu mísero consentimento
sem seu mísero consentimento
explodi meu gozo na sua cara apática
embalado por ecos
de cantos vindos de longe.
embalado por ecos
de cantos vindos de longe.
Polidez desnecessária
Rasgar o azul que tudo envolve
Explodir o amarelo que tudo vê
Mergulhar no branco que tudo dissolve
Borbulhar no preto que tudo sê
Sombras não encobrirão
o fervor do amor.
Três
De repente três:
dias sem sono,
perdidos sonhos,
terremotos carnais.
De repente três
partes desiguais
do tudo mais.
De repente eu
e nada mais.
Sim
Queria me encontrar com tempo
O tempo todo que perco
Quando não estou.
Desculpar-me pela covardia
Do não dizer, do não fazer
Quando em fuga.
Escancarar meus medos
E perde-los dizendo sim
Quando no embalo.
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