teia

encontra-se dentro do profundo e profano sentimento que escorre pelos dedos, na palma das mãos, na língua, toda a pele-canção. rola pelo chão, joga-se ao céu - encosta na lua, sola, queima ao sol -, e volta, segredo emoção quase explosão. no chão de uma emoção até a superfície da razão ão ão ão ão ão ão ão...

Feche os olhos, Maria

Maria sabe
Sábia que é
Não entra pelos olhos
O que realmente vemos

Conta nos dedos
Anedotas confundidas
Paradoxos da cegueira
Ora mente, ora emocao

Nos caminhos da vida
Embriagada de imagens
Supérfulos indigestos
Descontentes em si

É primitivo
Terceiro olho
Escuta-se pela nuca
Ossos canção

Quando assim uma primeira vez

É muito difícil alcançar o nível do sono quando se está junto. O calor da cama, as imagens ainda movimentadas apesar da estática paisagem, as sensações ainda excitadas, o ar impreguinado e o desejo saciado, que só adormece quando deixado de lado.

Brevemente sim

Um ano longo porem corrido
Paisagem rapida num olho suprimido
Detalhes do sempre longo suspiro
De um corpo nao socorrido

a cada dia mais distante

no momento não encontro espaço para o que não é palpável e lastimo a ausência por entender seu real significado de nada ser.