pensei em te contar meu segredo aquele que guardo de mim mesmo e só encaro de luzes apagadas e olhos fechados. te encarei buscando uma abertura que encorajasse tal loucura um pensamento juvenil protesto em marcha. sem resposta ou incentivo notei entre as rugas pequenas gotículas de água suor lavado em lágrimas. aliviei-me no branco da mente viajei com a postura ereta e fui encontrada pelas lembranças esquecida poeria embaixo do sofá. soprei fortemente e acabei inalando-a causando espirros incontroláveis alergia minha entre ácaros tonteira de pressão baixa. zonza gritei quase inconsciente frases feitas de poetas anônimos e senti-me representada confiei na bondade dos desconhecidos. quando a campainha tocou devagar divaguei até a porta e o olho mágico me revelou o que não tem mistério. entendi que meu segredo escancarado não precisa de definições e afins esta claramente pintado em cores que eu não sei o nome e que dizem muito por mim.