here's the story of the hurricane

a música empolgante
e um intenso astral,
no ar impregnado.
as mãos balançam como ondas,
a liberdade corre nas veias,
e no vento da janela.
a comunicação começa,
os braços conversam,
como furacão.
rasgada a fio de seda,
a palavra engasgada é libertada.
brilha! assusta! inunda!
faces chocadas seguem para a direita,
faces chocadas seguem para a esquerda.
para os dois lados, partes, de uma ação conjunta,
partilhada no ar, no corredor sugador.
tornado torna, um ato, libertador!

cecília meireles

"não tem mais lar para o que mora em tudo.
não há mais dádivas
para o que não tem mãos.
não há mundos nem caminhos
para o que é maior que os caminhos 

e os mundos.
não há mais nada além de ti.
porque te dispersaste…
circulas em todas as vidas
pairas sobre todas as coisas 

e todos te sentem
sentem-te como a si mesmos 

e não sabem falar de ti."

foi assim

não quero ser o que não sou.
procuro ser o que não sei.
tudo perdeu o sentido,
havia alguem?
só os publicaveis merecem ser vistos,
se é que me entende?
amanhã tudo será vertigem...
tudo aquém.

a única

essa é a minha verdade: eu nunca quiz!
por favor, acredite, sou eu quem diz!

meu querido diário

hoje, transei com um desodorante.
foi ótimo, mas, depois que gosei, joguei-o pela janela.
afinal, melhor um pau voando do que dois na boca.