olha, eu não sei, se eram os antigos que diziam...

sou o que posso ser,
não quero me explicar
nem me fazer entender.
uma vontade de chorar, contida.
uma vontade de amar, rejeitada.
um impluso de viver, fraco.

você não me leva a sério,
parece ser fácil de entender
pra você, não pra mim.

li meus sentimentos pra você,
você leu os seus pra mim,
talvez cedo...
sentindo, sigo
sem vontade,
talvez tarde...

com a certeza de que eu tentei,
viver o que dentro de mim nasceu,
mas, não chegou a florescer,
faltou água.

acordei mas ainda sonho

sonhando,
acordei,
aérea,
flutuando,
levitando
nas nuvens...
vertigens,
belo sonho,
belo dia,
bom dia!
sem palavras,
só sorrir...

seguir

sonhei
com ti, 

sentir.
tentei,
não consegui,

perdi,
sofri,
e segui.
mudei,
quero ainda,
e sem ti,

contive.
não perdi,
pelos menos,
aqui,
dentro de mim!

coragem

a hora chega e com ela a insegurança e o frio na barriga também.
as cartas foram embaralhadas e está na minha mão distribuí-las.
eu aposto minhas fichas, na escolha já pensada.
arriscar é uma prova de coragem e onde ela está?
cá dentro a balançar!
frases de incentivo e de medo,
cabeça a mil,
é agora, partiu...

o meu mundo todo não é o mundo todo

você percebe que o seu mundo todo não é o mundo todo quando você conhece outros: motivos, princípios, miolos, origens, gemas, ninhos, nascentes, vertentes, costumes, crenças, ciclos, culturas, horizontes, descendentes, viventes, sobreviventes, criadores...
se somos imagem e semelhança de deus, todos um dia seremos deuses?